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Philippians 4:13

Comentário sobre Filipenses 4:13

I have strength for all things in him that gives me power.

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Contexto

O apóstolo Paulo escreve esta declaração da prisão romana, depois de explicar que aprendeu a estar contente tanto na fartura quanto na fome. O versículo é, portanto, um resumo triunfante de uma experiência aprendida, não um lema abstrato — e levanta duas perguntas: o que são as "todas as coisas" e de onde vem a força?

Uma força que foi aprendida

A primeira chave do versículo é que o contentamento e a força em Cristo não são naturais — são adquiridos na escola de Deus, sob circunstâncias adversas.

Falar de privação leva o apóstolo a nos dar uma visão maravilhosa de como ele encarava seus sofrimentos e a prisão. Essas circunstâncias trágicas haviam se tornado para ele uma fonte de instrução prática, pois aprendera a estar contente. Estar contente nas circunstâncias presentes, sejam quais forem, não era natural para Paulo, assim como não é para nós. Mas ele aprendeu. E aprendeu não como teoria, mas de modo experimental, passando pelas circunstâncias mais adversas, com o coração cheio de Cristo. Por isso podia encarar mudanças violentas. Rebaixamento ou abundância, fartura ou fome, sobra ou aguda privação, tudo era o mesmo para Paulo, porque Cristo era o mesmo, e todos os recursos e alegrias de Paulo estavam Nele.

F. B. Hole

Maravilhoso é pensar no completo contentamento de Paulo, mesmo numa prisão romana. Ele considerava que precisava de muito pouco. Notemos, porém, que isso não era seu caráter natural — ele havia "aprendido" a estar contente, sem dúvida por meio de experiências muito difíceis e com confiança sincera no Deus vivo. Buscar a si mesmo é natural ao coração humano; o contentamento, portanto, precisa ser aprendido.

Leslie M. Grant

A fonte: "não eu, mas Cristo"

O versículo coloca toda a glória em Cristo. A força não brota de Paulo nem das circunstâncias, mas do contato vivo com o Senhor.

Em todo lugar e em todas as coisas aprendi o segredo, tanto de estar farto como de ter fome, tanto de ter em abundância como de sofrer necessidade. Tudo posso em Cristo que me fortalece. O segredo dessa vitória sobre todas as circunstâncias, fossem boas ou más, era Cristo. Era "não eu, mas Cristo". Em si mesmo ele não tinha força nenhuma, mas toda a Sua força para ser rebaixado e para abundar, para estar farto ou faminto, na sobra e na falta, era o Senhor Jesus Cristo. E essa força flui continuamente, e é suprida pela nossa relação com Cristo, mantida pela fé em um andar próximo Dele.

Arno C. Gaebelein

Cristo era a Fonte do seu sossego e da sua tranquilidade. Era como se ele vivesse em uma ilha, sem precisar importar nada do continente para se apoiar moralmente. Cristo era suficiente o tempo todo.

A. J. Pollock

Não distorça o "tudo posso"

O versículo é frequentemente mal citado. A força está sempre ligada à dependência — retire as palavras "Naquele que me fortalece" e a frase deixa de ser bíblica.

Não diga: "Um cristão pode fazer todas as coisas." Em tese é verdade, mas não é o que o apóstolo diz. "Tudo posso Naquele que me fortalece." "Aprendi a contentar-me com o que tenho." Ele encontrava Cristo sempre suficiente.

J. N. Darby

Disponível ao mais fraco dos santos

Esta força não é privilégio de apóstolos. Cada servo do Senhor pode contar com os mesmos recursos em Cristo.

O apóstolo era certamente um vaso especial, com missão especial, mas cada servo do Senhor pode contar com os mesmos recursos de graça em Cristo para realizar o que o Senhor lhe deu para fazer. Ainda é verdade o que o Senhor disse aos discípulos: "Sem mim nada podeis fazer"; mas também é verdade, como Paulo descobriu em seu serviço: "Tudo posso Naquele que me fortalece" (Fp 4:13).

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Nada pode dar tanta energia e capacidade de perseverar como a consciência de estar agindo por Deus, e de que Deus está agindo conosco. Isso remove todo obstáculo; eleva a alma acima de toda influência humana e a leva à própria região do poder onipotente. "Tudo posso", disse o apóstolo, "Naquele que me fortalece." O santo mais fraco pode fazer todas as coisas em Cristo. Mas se o olho do homem se fixa nesse santo fraco, parece presunção falar de "fazer todas as coisas".

C. H. Mackintosh

Resumo

- Aprendido, não natural. O contentamento e a força do versículo foram lições adquiridas em circunstâncias adversas — buscar a si mesmo é natural; o contentamento precisa ser aprendido.

- Cristo é a fonte. "Não eu, mas Cristo" — em si mesmo Paulo não tinha força nenhuma; o suprimento flui da comunhão viva com o Senhor.

- Tudo, em ambos os lados. As "todas as coisas" incluem tanto abundância quanto privação, fartura e fome — Cristo era o mesmo em qualquer estado.

- Sem distorcer. A frase nunca pode ser separada de "Naquele que me fortalece"; é dependência, não autoconfiança cristianizada.

- Para cada santo. O mais fraco dos crentes tem acesso ao mesmo recurso onipotente que sustentou Paulo na prisão.